Japão deve atingir meta de inflação, diz Kuroda

Fonte: Por Marcelo Ribeiro Silva – Agência Estado com Portal ATarde.com.br via UOL

http://atarde.uol.com.br/economia/materias/1563168-japao-deve-atingir-meta-de-inflacao-diz-kuroda

O presidente do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) afirmou nesta quarta-feira que está confiante de que o banco central japonês vai atingir a sua meta de inflação de 2% em cerca de dois anos, além de oferecer algumas dicas de que haveria uma maior flexibilização da política monetária.

“A atual política monetária continuará a menos que os riscos de deterioração se materializem”, disse Kuroda em uma entrevista coletiva após o final da reunião do conselho de política monetária do BoJ, na qual o banco central decidiu manter a sua política monetária inalterada. Ele comentou que os riscos de deterioração diminuíram com a recuperação das economias internacionais. “Riscos para a economia mundial diminuíram acentuadamente”, acrescentou.

Além disso, o presidente do BoJ reforçou que o banco central fará os ajustes necessários na sua política monetária se for necessário.

Kuroda ressaltou que a economia está em uma faixa constante para atingir a sua meta de inflação de 2% e o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) pode atingir este nível no final do ano fiscal de 2014 ou no início do ano fiscal de 2015.

O presidente do BoJ também disse que a política monetária do BoJ “não será afetada” por recentes comentários do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Jack Lew.

De acordo com Kuroda, os aumentos salariais, que podem ser anunciados este ano pelas empresas, são importantes para que o BoJ atinja a sua meta de inflação. O presidente da autoridade monetária japonesa ainda avaliou que a economia japonesa pode enfraquecer entre abril em junho, antes de uma recuperação gradual.

Desoneração gera renúncia de R$ 9 bi na Previdência

Fonte: Por Mauro Zanatta – Agência Estado com Portal ATarde.com.br via UOL

A conta da desoneração da contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento chegou a R$ 9 bilhões em 2013, segundo dados obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo. Além disso, a defasagem de quatro meses para a compensação do alívio tributário ao caixa da Previdência provocou um impacto de R$ 1,6 bilhão ao resultado da Previdência no ano passado.

O sistema criado pelo governo para compensar a Previdência ajudou a elevar o rombo do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) a R$ 49,9 bilhões. Os números devem ser anunciados pelo governo nesta semana.

No fim de 2011, o governo permitiu às empresas trocar a contribuição patronal de 20% sobre a folha de salários pelo pagamento de 1% a 2% sobre a receita bruta. Uma portaria conjunta, editada em março de 2013, instituiu a forma de apuração e repasse do valor da compensação devida pela União ao fundo do RGPS com um . A compensação do desconto sobre as contribuições patronais de janeiro, por exemplo, só é repassada em maio.

Como os recursos orçamentários demoram quatro meses para chegar ao caixa da Previdência, e houve mais setores desonerados em 2013, a conta aumentou ao longo do ano. Mas foi coberta com valores calculados em 2012, quando a política de desoneração favorecia menos setores. Hoje, 56 setores são beneficiados com a desoneração.

Parcelas

No primeiro ano da medida, em 2012, a renúncia entre o recolhimento teórico e os pagamento efetuados custou R$ 3,7 bilhões aos cofres públicos. A compensação ao RGPS foi feita em duas parcelas: a primeira, paga em dezembro de 2012, somou R$ 1,79bilhão; e a segunda, repassada em abril de 2013, chegou a R$ 1,91 bilhão.

A Previdência fechou 2013 com um déficit de R$ 49,9 bilhões. O setor urbano ficou no azul em R$ 24,3 bilhões, mas o rural registrou um rombo de R$ 74,2 bilhões. A Previdência quer apertar as regras na concessão de auxílios-doença e aposentadorias por invalidez, cujas despesas atingiram R$ 65,4 bilhões no ano passado. O foco está nos R$ 7 bilhões gastos com auxílios de longa duração.

A renúncia fiscal estimada pelo governo com a desoneração da folha de salários neste ano beira R$ 22 bilhões. No ano passado, somou R$ 16,5 bilhões.

Surgidas a partir da crise financeira global como forma de incentivo à economia, e bastante criticadas por selecionar alguns setores com maior poder de lobby no governo, as desonerações tinham como objetivos centrais a elevação da taxa de emprego formal e o aumento das exportações.

Em 2013, porém, houve uma significativa deterioração na balança comercial e a menor criação de empregos em uma década. As exportações brasileiras fecharam o ano 1% abaixo do resultado de 2012, com R$ 242,17 bilhões em vendas, e 1,11 milhão de vagas foram criadas no País, com saldo de empregos 18,6% inferior ao do ano passado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Lançamentos e vendas de imóveis cresceram em 2013

Fonte: Por Circe Bonatelli – Agência Estado com Portal ATarde.com.br via UOL

Os lançamentos e vendas de imóveis no País cresceram na comparação de 2013 com 2012, puxados principalmente pelo forte avanço nas operações nos últimos meses do ano. O resultado, porém, não chega a configurar uma tendência de expansão constante dos negócios para este ano, segundo analistas. Eles ponderam que as perspectivas macroeconômicas para 2014 carregam certo grau de incerteza, enquanto boa parte das empresas de construção ainda precisa equilibrar o fluxo de caixa e retomar níveis saudáveis de rentabilidade antes de cogitar ampliar as operações.

Em 2013 foram lançados empreendimentos imobiliários com valor geral de vendas (VGV) de R$ 22,178 bilhões, alta de 10,2% ante 2012. Os lançamentos nos últimos três meses do ano representaram 41,7% desse montante. No quarto trimestre, os novos projetos atingiram VGV de R$ 9,253 bilhões, aumento de 20,9% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Já as vendas contratadas em 2013 totalizaram R$ 23,853 bilhões, alta de 9,1%. As vendas no quarto trimestre somaram R$ 7,824 bilhões, ampliação de 25,3%. Os dados foram levantados pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, a partir de relatórios operacionais prévios das nove maiores incorporadoras do País listadas na Bolsa – Cyrela, PDG, MRV, Gafisa, Tecnisa, Even, Direcional, Rodobens e Helbor. Brookfield e Rossi não foram incluídas porque só divulgarão seus resultados junto com o balanço financeiro, no próximo mês.

“Os números do quarto trimestre dão o conforto de sinalizar que a demanda por imóveis continua saudável”, afirmou o analista de construção civil da corretora Bradesco, Luiz Mauricio Garcia. Ele observou que a concentração das operações no fim do ano foi mais forte que o habitual e ocorreu porque muitas empresas tiveram dificuldades para obter as licenças para lançamentos nos meses anteriores. “É um ano de troca de gestão nas prefeituras, isso é normal”, disse.

Garcia ponderou, no entanto, que o tamanho do mercado imobiliário em 2014 ainda é incerto. Do ponto de vista macroeconômico, falta clareza sobre o ritmo de crescimento da economia brasileira neste ano. Além disso, o calendário terá Copa do Mundo e eleições, com perspectiva de impacto negativo para as vendas de imóveis.

Outro fator que diminui a visibilidade sobre o tamanho das vendas e lançamentos neste ano é o fato de que parte das incorporadoras ainda está se reestruturando, após sofrerem com atrasos de obras e estouros de orçamentos. Pela frente, essas empresas ainda têm o desafio de concluir obras antigas e repassar os clientes para o financiamento bancário, quando recebem o grosso do pagamento pela unidade vendida na planta.

“Acreditamos que o setor ainda guarda bons fundamentos e que as empresas mais bem posicionadas nas principais praças e segmentos podem se beneficiar”, afirmou Wesley Bernabé, em relatório do BB Investimentos. “O problema, no entanto, é que os investidores precisam que esse otimismo seja refletido em números pelas companhias, o que ainda custa a acontecer em alguns casos.”

Um ponto comum na estratégia de reestruturação das incorporadoras em 2013 foi o foco na venda de estoques, ao invés da oferta de novos projetos. De acordo com levantamento do Broadcast, a diferença entre lançamentos e vendas culminou na redução, em média, de R$ 1,675 bilhão nos estoques do setor no ano passado. O cálculo não considera vendas e projetos cancelados ou outras operações com influência sobre os estoques. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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País está na agenda, mas perde espaço nos planos globais

Fonte: Por Rolf Kuntz – Agência Estado com Portal ATarde.com.br via UOL

O Brasil perde importância nos planos de negócios, mas continua em quarto lugar na lista dos mais citados por executivos de todo o mundo, segundo pesquisa divulgada na terça-feira, 21, pela consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC). EUA e outras economias avançadas voltam a ganhar destaque no planejamento externo das companhias, tomando espaço dos Brics – com exceção da China – e também de outros emergentes.

A mudança coincide com a retomada do crescimento no mundo rico, liderada pela economia americana. A alteração do cenário também se reflete no maior otimismo quanto à economia global: 44% dos entrevistados disseram acreditar em melhora. No ano anterior eram 18%. Curiosamente, uma parcela menor, 39%, aposta em maiores ganhos para a própria companhia em 2014. Os brasileiros estão acima dessa média, com 42% confiantes em maior receita neste ano, mas ficam bem longe dos mais otimistas – russos (53%), mexicanos (51%), coreanos (50%) e indianos (49%).

A divulgação da pesquisa coincidiu com o anúncio das novas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), com menor crescimento estimado para o Brasil (2,3%) do que para a economia global (3,7%) neste ano. Com melhor desempenho que o do mundo rico na pior fase da crise, os Brics hoje exibem menor dinamismo e já se especula se estarão enfrentando uma crise de meia-idade – tema de uma sessão do Fórum Econômico Mundial marcada para a quinta-feira, 23. Está prevista a participação do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Na pesquisa da PwC, executivos foram convidados a apontar os três países, com exceção do próprio, mais importantes para suas perspectivas de crescimento neste ano. Foram entrevistados 1.344 dirigentes de empresas, distribuídos de acordo com o peso econômico dos países.

China (33%), EUA (30%), Alemanha (17%), Brasil (12%) e Japão (7%) foram os cinco mais citados. Excetuado o Brasil, com perda de 3 pontos porcentuais, todos esses países tiveram ganhos em relação à pesquisa do ano anterior. Os Estados Unidos tiveram o maior avanço (7 pontos). Os menores foram os da China e do Japão (2 pontos cada). Indonésia, México e Rússia nada ganharam ou perderam. A Índia, como o Brasil, perdeu 3 pontos e ficou com 7%.

“A recuperação da economia global continua frágil, mas, com a redução das pressões imediatas, os executivos se sentem mais otimistas e passam gradualmente do modo sobrevivência para o modo crescimento”, comentou o presidente da PwC International, Dennis M. Nally. Menos ocupados com a defesa contra os efeitos da crise, eles cuidam mais, agora, de preparar suas companhias para as novas condições de uma economia em transformação.

Ressaca

Uma das alterações mais evidentes, a recuperação no mundo rico e a desaceleração de alguns emergentes, já produz efeitos nas decisões. “A China permanece robusta, graças a vastas reservas cambiais e a extensas medidas de reformas introduzidas pelo governo central”, diz o relatório. “Mas o Brasil sofre uma enorme ressaca de endividamento e a Índia tem sido lenta na abertura de seus mercados”. Além disso, a Rússia depende excessivamente da exportação de commodities e o crescimento da África do Sul tem sido prejudicado pela regulação pesada, de acordo com o documento.

Mudanças mais profundas e de maior alcance também estão no radar das companhias. Os entrevistados destacaram três tendências com potencial para transformar seus negócios nos próximos cinco anos: 81% apontaram avanços na tecnologia da informação (incluída a expansão da mídia social) Mudanças demográficas (com impacto, por exemplo, na redistribuição global da força de trabalho) foram citadas por 61%. A redivisão do poder econômico foi destacada por 59%. Essas alterações já começaram, mas vêm ganhando velocidade e poderão afetar os mercados e as perspectivas das empresas nas próximas décadas, assinala o relatório. Do lado positivo, pode-se contar com a melhora de condições de 1 bilhão de pessoas nos mercados emergentes. Do lado negativo, maior desemprego e maiores problemas de escassez de recursos.

A sondagem global da PwC com executivos é produzida há 17 anos e habitualmente divulgada um dia antes da abertura da reunião do Fórum de Davos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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ANTT homologa concessão da BR-040 à Invepar

Fonte: Por Luci Ribeiro – Agência Estado com Portal ATarde.com.br via UOL

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou o resultado do leilão de concessão para a exploração da BR-040, trecho Brasília/DF – Juiz de Fora/MG, confirmando como vencedora da disputa a empresa Investimentos e Participações em Infraestrutura (Invepar), que apresentou valor de Tarifa Básica de Pedágio Proposta de R$ 3,22528. A decisão está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 22. “A homologação vincula a Invepar ao cumprimento das condições prévias à assinatura do contrato, contidas no edital da concessão”, ressalta o texto.

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Montadoras chinesas planejam fábricas no País

Fonte: Por Cleide Silva – Agência com Portal ATarde.com.br via UOL

Depois de registrar em 2013 a primeira queda de vendas de veículos em uma década e de perspectivas pouco animadoras para este ano, o Brasil segue atraindo novas montadoras. Dois grupos chineses, a Geely e a BYD têm intenção de abrir fábricas locais, a primeira para a produção de automóveis e a segunda para fazer ônibus elétricos.

O presidente da Geely International, Lin Zhang, disse na terça-feira, 21, que definirá o projeto da fábrica até o fim do ano. “Estamos avaliando que tipo de veículo produzir”, explicou. As opções são uma unidade com capacidade para 20 mil utilitários esportivos (SUVs) ao ano ou uma fábrica maior, para 150 mil carros, incluindo compactos.

O valor a ser investido vai depender dessa decisão. Executivos do grupo, que é dono da sueca Volvo, já visitaram Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Bahia e São Paulo – que tem a preferência do parceiro brasileiro no projeto, o Grupo Gandini, também representante da coreana Kia Motors no País.

Entre este ano e 2016, oito fabricantes inauguram unidades no Brasil, num total de quase R$ 5 bilhões em investimentos. Segundo fonte do governo de São Paulo que negocia a instalação da unidade, a BYD reserva pouco mais de R$ 200 milhões (US$ 100 milhões) para um projeto local, ainda embrionário.

As marcas que vão abrir fábricas de automóveis são Audi, BMW, Chery, Foton, JAC, Land Rover, Mercedes-Benz e Sinotruk. Além disso, três grupos já presentes no mercado brasileiro – Fiat, Honda e Nissan – vão inaugurar novas filiais.

Mesmo com a baixa de 0,9% nas vendas no ano passado em relação a 2012, para 3,8 milhões de veículos, incluindo caminhões e ônibus, o Brasil manteve-se como quarto maior mercado mundial. A previsão para este ano é de quase estabilidade, com no máximo 1,1% de recuperação, segundo projetam as fabricantes.

“O mercado brasileiro acendeu uma luz amarela, mas ainda é muito relevante”, afirma Marcelo Cioffi, da PricewaterhouseCoopers (PwC). “O desempenho brasileiro não pode ser comparado ao da China, mas o País tem espaço para continuar crescendo, especialmente quando verificamos a relação de habitantes por veículo, ainda baixa se comparada a outros países.”

O Brasil tem 5,5 habitantes por veículo. Na Argentina, a relação é de 4,5 habitantes por veículo, na Europa de 1,9 e nos Estados Unidos, de 1,6. Enquanto o Brasil patina, a China segue absoluta na liderança mundial do mercado automotivo. Com quase 22 milhões de veículos vendidos em 2013, registrou alta de 13,9% sobre 2012. Analistas projetam novo crescimento de 8% a 10% neste ano.

Recuperação

O mercado de veículos nos EUA, segundo no ranking mundial, cresceu 7,5% em 2013, para 15,6 milhões de unidades, número próximo ao do período pré-crise de 2008, quando montadoras receberam ajuda do governo para não falir. “Neste ano os EUA também terão um mercado forte”, prevê Stephan Keese, da Roland Berger.

Segundo ele, a economia americana seguirá em ritmo de recuperação. Há um alto índice de confiança dos consumidores, inclusive entre os que deixaram de comprar carros novos durante a crise, e houve muitos lançamentos. “As fabricantes estão colocando no mercado modelos atrativos, de melhor qualidade e bastante equipados.”

O Japão, terceiro no ranking mundial, cresceu 0,13% em 2013, para 5,38 milhões de veículos e tende a se manter estagnado. Na Europa, as vendas caíram 2%, para 12,3 milhões de veículos, o menor volume desde 1995, mas analistas veem sinais de recuperação neste ano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Cade aprova negócio entre Panasonic Healthcare e KKR

Fonte: Por Luci Ribeiro – Agência Estado com Portal ATarde.com.br via UOL

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a aquisição pelos fundos e pelas empresas afiliadas da KKR & Co. L.P. (KKR) de uma participação de 80% na Panasonic Healthcare, atualmente detida pela Panasonic Corporation.

Conforme explica documento do Cade, a PHC Holdings, empresa integralmente controlada pelos fundos e afiliadas da KKR, irá adquirir todas as ações da Panasonic Healthcare, incluindo os direitos de propriedade intelectual e seus ativos. A aquisição será seguida de uma alocação das ações pela PHC, na qual a KKR irá deter 80% das ações da PHC e Panasonic, 20%.

A Panasonic Healthcare é uma empresa global de saúde que fabrica e vende medidores para monitoramento de glicose no sangue e sensores para diabéticos, computadores de recibos médicos, sistemas de registro de saúde eletrônicos e outros equipamentos de TI para clínicas médicas, além de equipamentos para laboratório biomédico, incluindo incubadoras de CO2 e congeladores de temperatura ultra baixa. A KKR é uma empresa global, líder de investimentos em private-equity, com escritório nos Estados Unidos, Europa, Ásia e Austrália. A KKR é composta por subsidiárias e fundos de investimento.

“A operação representa uma oportunidade de investimento consistente com a estratégia da KKR de investir em empresas com potencial de crescimento e com retorno de capital em caso de revenda. Para Panasonic, trabalhar em conjunto com KKR irá proporcionar uma melhor expansão dos negócios da PHC, uma vez que KKR possui experiência em gerenciamento e em recursos de capitais”, cita texto do Cade. A aprovação do negócio está em despacho do órgão publicado na edição desta quarta-feira, 22, do Diário Oficial da União (DOU)

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Rombo da Previdência cresce em 2013 e atinge R$ 49,9 bi

Fonte: Por Mauro Zantta – Agência Estado com Portal ATarde.com.br via UOL

O rombo nas contas da Previdência Social voltou a crescer de forma expressiva em 2013. O déficit chegou a R$ 49,9 bilhões, segundo dados obtidos pelo jornal o Estado de S. Paulo, e que devem ser divulgados nesta semana. O governo esperava um “equilíbrio” na comparação com 2012, quando a conta ficou negativa em R$ 42,3 bilhões.

A surpresa na elevação dos gastos é explicada no governo pelo pagamento, por decisão judicial, de quase R$ 3 bilhões em passivos acumulados ao longo de anos anteriores. Pesaram no rombo as revisões do teto da Previdência, causadas pelos benefícios com reajuste acima da inflação, e o recálculo de auxílios-doença e aposentadorias por invalidez cujos beneficiários tinham feito menos de 180 contribuições. Além disso, a Previdência começou a pagar o estoque da chamada compensação previdenciária a Estados e municípios, devida entre 1989 e 1999 e até aqui ainda não quitado.

Em um esforço para atenuar esse rombo, a Previdência busca meios para apertar as regras de concessão de auxílios-doença e invalidez, cujas despesas atingiram R$ 65,4 bilhões em 2013. O foco é reduzir os auxílios de longa duração, cuja despesa somaria atualmente R$ 7 bilhões anuais.

Reabilitação

As normas sob avaliação de um grupo interministerial vão incorporar, segundo informou o Ministério da Previdência, o chamado Plano de Reabilitação Integral. A partir da recomendação da perícia médica do INSS, o beneficiário fará uma reabilitação física e profissional conjunta. A situação seria reavaliada a cada dois anos.

A situação é considerada grave. Do total de benefícios concedidos todo ano, 18% são por invalidez. O governo quer baixar ao nível “aceitável” de 10% do total, índice semelhante ao imposto pela União Europeia à Grécia após a crise que quebrou o país. Mesmo com faixa etária mais alta, a Grécia tinha 14,5% dos benefícios nessa modalidade até ser varrida pela crise. Parece possível. O sistema previdenciário dos servidores públicos da União conseguiu reduzir os auxílios-doença de 30% do total, em 2004, para 4% no ano passado.

O plano no Regime Geral da Previdência Social (RGPS) é cortar em 40% o total desses benefícios até 2024, o que resultaria em uma economia de R$ 20 bilhões no último ano, em valores nominais. Em uma década, haveria uma economia de R$ 108 bilhões aos cofres públicos.

Plano

Para ter êxito, após uma determinada cirurgia, por exemplo, o beneficiário passará a ser acompanhado. Se não for possível voltar à função original, a empresa indicará outro posto compatível com o salário e a qualificação, respeitadas limitações físicas e de aptidão.

O governo fará um esforço conjunto de suas áreas para requalificar, via programas com o Pronatec, e até recolocar o profissional no mercado, a partir da base de dados do Sistema Nacional de Emprego (Sine). Um grupo interministerial deve aprovar as regras até março.

Na avaliação do governo, em casos mais graves, seria possível reduzir os custos aos cofres. Seria pago um auxílio-acidente, benefício de curta duração e valor bem menor que aposentadorias por invalidez e auxílios-doença. “Todo mundo ganha. O trabalhador continua a contribuir, recebe um benefício, ainda que menor, e o soma ao salário”, resume o secretário de Políticas de Previdência, Leonardo Rolim. “O País recupera um trabalhador e a empresa tem opção de cumprir sua cota reservada a deficientes.”

Um projeto piloto começou a funcionar em Porto Alegre e outro está em estruturação no Rio, segundo o INSS. O exemplo perseguido pelo governo já foi provado em Piracicaba (SP). O médico perito Rubens Cenci Motta coordena o programa local de reabilitação integrada.

Quase 90% dos casos potenciais de invalidez e auxílio-doença é tratado pela abordagem preventiva com alternativas de trabalho adaptado ou restrito por um grupo multidisciplinar de profissionais, e não apenas pelos peritos do INSS. Assim, a maior parte dos casos, que implicaria dois anos de “molho”, leva dois ou três meses de afastamento.

Além disso, os juízes trabalhistas passaram a tratar com mais rigor as empresas que se negam a colaborar com o grupo, fixando punições. “Os casos são fechados por consenso. É possível fazer em nível nacional, mas precisa haver parceiros da Previdência”, diz Cenci. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Dilma sanciona orçamento da União para 2014 em R$ 2,48 trilhões

Fonte: Valor via UOL

A presidente Dilma Rousseff sancionou o Orçamento para 2014. A lei orçamentária, que prevê que a receita da União para o atual exercício financeiro, será de 2,48 trilhões e foi publicada hoje no “Diário Oficial da União”.

A lei foi aprovada em 18 de dezembro pelo Congresso Nacional.

Para os orçamentos fiscal e da seguridade social, a receita será de R$ 2,38 trilhões. Desse total, R$ 654,7 bilhões são referentes ao refinanciamento da dívida pública. Outros R$ 1,08 trilhão são destinados ao orçamento fiscal e R$ 643,9 bilhões constituem o orçamento da seguridade social.

As despesas com investimentos foram fixadas em R$ 105,6 bilhões.

http://economia.uol.com.br/noticias/valor-online/2014/01/21/dilma-sanciona-orcamento-da-uniao-para-2014-em-r-248-trilhoes.htm

Brasil continuará com desemprego acima de média global até 2016, diz OIT

Fonte: BBC Brasil via UOL

O desemprego no Brasil deverá continuar acima da média mundial pelo menos até 2016, segundo previsões da Organização Mundial do Trabalho (OIT) divulgadas nesta segunda-feira.

As estimativas preliminares da organização, incluídas no relatório Tendências Mundiais do Emprego 2014, indicam que a taxa de desemprego global atingiu 6% da população economicamente ativa mundial no ano passado, se mantendo estável em relação a 2012.

No Brasil, a OIT acredita que a taxa de desemprego atingiu 6,7% em 2013, cairá levemente neste ano para 6,6%, e chegará a 6,5% em 2015 e também em 2016. Já o índice global de desemprego deverá ser em média de 6,1% entre 2014 e 2016, nas previsões da organização.

Caso a projeção da OIT se confirme, o Brasil será o único país entre os integrantes do Bric (grupo formado por Brasil China, Índia e Rússia) a ter taxas de desemprego acima da média mundial pelos próximos dois anos.

Na China, o índice deve totalizar 4,6% em 2013 (e 4,7% neste ano). Na Índia, a taxa preliminar estimada é de 3,7% no ano passado (e de 3,8% em 2014), e, na Rússia, segundo os cálculos da OIT, o desemprego afetou 5,8% da população ativa em 2013.

Jovens

Segundo os últimos números oficiais disponíveis, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 7,4% no segundo trimestre de 2013. Até novembro, o desemprego acumulava alta de 4,6%.

Para este ano e o próximo, o FMI já havia divulgado estimativas mais otimistas do que as da OIT. Para o Fundo Monetário Internacional, o índice deve fechar este ano em 5,8% (portanto, abaixo da média global da OIT) e, em 2014, em 6% (exatamente a média de 2013).

Por sua vez, consultorias como a LCA e a Tendências prevêem uma taxa de desemprego neste ano de no máximo 5,7% neste ano.

O estudo da OIT afirma que o Brasil possui um alto índice de jovens entre 15 e 29 anos que não estudam ou fazem cursos profissionalizantes e, ao mesmo tempo, também não estão empregados: 18,4% das pessoas nessa faixa etária.

Em todo o mundo, 74,5 milhões de jovens com menos de 25 estariam desempregados. A taxa mundial nessa faixa etária atingiu 13% no ano passado, mais do que o dobro da média global de 6%, que inclui todas as idades.

Segundo a OIT, o número de novos desempregados aumentou em 5 milhões no mundo no ano passado, totalizando 202 milhões de pessoas sem emprego.

O leste e o sul da Ásia representam mais de 45% dos novos desempregados no mundo em 2013, seguidos pelo África subsaariana e pela Europa.

Na América Latina, o número de novos desempregados em 2013 ficou pouco abaixo de 50 mil, o que representa apenas cerca de 1% da alta mundial.

Déficit mundial

“A fraca retomada econômica mundial não suscitou a melhora dos mercados de trabalho. O crescimento do emprego permanece fraco e o desemprego continua aumentando, sobretudo entre os jovens”, diz o relatório.

“Vários setores registraram lucros, mas eles foram investidos nas bolsas e não na economia real, prejudicando as perspectivas de emprego no longo prazo”, afirma a OIT.

Outro aspecto importante destacado pelo relatório é o número de quase 23 milhões de pessoas que “abandonaram” o mercado de trabalho desde o início da crise financeira mundial, em 2008, “desencorajados” pela falta de propostas.

A OIT afirma que o “déficit mundial” de empregos ligado à crise continua aumentando desde 2008 e já totalizava, no ano passado, 62 milhões (32 milhões de novos desempregados, 23 milhões de “desencorajados” que desistiram de procurar um emprego e 7 milhões de inativos – que nem chegaram a procurar um trabalho.

“Segundo as tendências atuais, o desemprego mundial deverá se agravar, ainda que progressivamente, e ultrapassar 215 milhões de desempregados em 2018″, diz o estudo. Ou seja, 13 milhões de novos desempregados nos próximos quatro anos.

“Nesse período, cerca de 40 milhões de novos empregos vão ser criados a cada ano, o que é inferior aos 42,6 milhões de pessoas que deveriam ingressar, anualmente, no mercado de trabalho”, afirma a OIT.

http://economia.uol.com.br/noticias/bbc/2014/01/20/brasil-continuara-com-desemprego-acima-de-media-global-ate-2016-diz-oit.htm#fotoNav=1

Prévia da confiança da indústria indica aumento de 0,1% em janeiro–FGV

Fonte: Reuters por Camila Moreira via UOL

SÃO PAULO, 22 Jan (Reuters) – A prévia do Índice de Confiança da Indústria (ICI) avançou 0,1 por cento em janeiro em relação ao que foi registrado no final do mês anterior, atingindo 100,0 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas nesta quarta-feira.

Segundo os dados preliminares, o Índice da Situação Atual (ISA) avançou 1,6 por cento, para 101,3 pontos, maior nível desde junho de 2013. Isso compensaria a queda no Índice de Expectativas (IE) de 1,4 por cento, para 98,6 pontos.

Por sua vez, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) teve alta de 0,4 ponto percentual, a 84,7 por cento.

O resultado final da pesquisa será divulgado em 29 de janeiro.

http://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2014/01/22/previa-da-confianca-da-industria-indica-aumento-de-01-em-janeiro–fgv.htm

CEOs demonstram maior otimismo com economia; mercados emergentes preocupam

Fonte: Reuters por Ben Hirschler via UOL

DAVOS, Suíça, 21 Jan (Reuters) – Líderes empresariais que participam do Fórum Econômico Mundial, em Davos, estão se sentindo um pouco melhor em relação ao prospecto para as suas empresas e muito mais ainda sobre a perspectiva mais ampla para a economia.

Mas eles ainda têm uma longa lista de preocupações.

Meia década após a crise financeira que arrastou a economia mundial para a beira do abismo, as ameaças imediatas para os lucros empresariais estão diminuindo e executivos estão sendo encorajados por uma perspectiva mais otimista nos Estados Unidos e na Europa.

No entanto, eles não precisam ir muito longe para encontrar ameaças futuras: desde a desaceleração preocupante nos mercados emergentes a incertezas sobre a redução do programa de estímulo do Federal Reserve e apreensão com o aumento da regulação.

A pesquisa anual da PricewaterhouseCoopers (PwC) com mais de 1.300 presidentes-executivos revelou que 39 por cento estão “muito confiantes” que a receita de suas empresas irão crescer em 2014, contra 36 por cento um ano atrás.

Embora a tendência seja encorajadora, a leitura ainda está abaixo dos níveis de 50 por cento vistos em 2007 e 2008, ressaltando como a volta do crescimento ainda continua frágil e incerta.

Significativamente, os CEOs estão mais otimistas com as perspectivas macroeconômicas do que com as de suas próprias empresas. O levantamento mostrou que 44 por cento acreditam que a economia global vai melhorar nos próximos 12 meses, contra apenas 18 por cento um ano atrás.

A diferença reflete o fato de que as questões econômicas não são as únicas pesando na mente dos executivos, de acordo com o presidente da PwC International, Dennis Nally, que apresentou os resultados na véspera do Fórum Econômico Mundial, que ocorre entre 22 e 25 de janeiro.

“Mesmo que haja um maior grau de otimismo em relação à economia global, ainda existem grandes desafios em outros lugares que têm a ver com a volatilidade de algumas economia, preocupações em torno da regulação e mudanças tecnológicas”, disse.

PROBLEMAS EMERGENTES

A fraqueza em alguns mercados emergentes e sua influência sobre as estratégias corporativas são importantes pontos de discussão para muitas multinacionais, já que coincidem com a recuperação no Ocidente e os sinais de progresso nos esforços do Japão para combater anos de estagnação econômica.

Por isso, os CEOs estão retornando para as economias avançadas em busca de crescimento, com os Estados Unidos, Alemanha e Grã-Bretanha vistos como mais promissores do que países como Índia e Brasil.

Nally disse que essa tendência é uma importante “manchete” para Davos 2014 – uma visão compartilhada por outros especialistas convergindo à estação de esqui na Suíça para quatro dias de discussões e encontros de alto nível.

As economias consideradas “lentas e velhas” como os Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha e Japão serão realmente as novas locomotivas de crescimento em 2014, de acordo com Nariman Behravesh, economista-chefe da IHS.

As economias emergentes, por outro lado, estão perdendo força com o declínio do “super ciclo” de commodities – que impulsionou economias como a brasileira e a russa – e o crescimento das incertezas políticas antes das eleições em 2014 na Turquia, África do Sul, Índia, Indonésia e Brasil.

“No geral, os líderes empresariais estão se sentido melhor sobre os mercados desenvolvidos e sobre as perspectivas para os próximos anos, mas estão preocupados com certos mercados emergentes, talvez até mesmo ao ponto de reduzir algum investimento”, disse o CEO mundial da Deloitte Touche Tohmatsu, Barry Salzberg.

http://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2014/01/22/ceos-demonstram-maior-otimismo-com-economia-mercados-emergentes-preocupam.htm

Geração de empregos com carteira em 2013 é a menor em dez anos

Fonte: UOL com Reuters e Valor

O Brasil criou 1.117.171 novas vagas de trabalho com carteira assinada em 2013 na série com ajuste até novembro. Esse resultado é o pior desde 2003, quando o saldo entre contratações e demissões foi de 821.704 vagas, também na série com ajuste até novembro.

O resultado de 2013 veio abaixo do esperado pelo governo, que em meados do ano previa a criação de 1,4 milhão de novas vagas em 2013.

O ajuste aplicado entre janeiro e novembro leva em conta as informações que foram transmitidas pelas empresas ao Ministério do Trabalho fora do prazo. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta terça-feira, 21.

Ao longo de 2013, foram criadas 730.687 vagas com carteira, segundo os dados sem ajustes, ou seja, sem considerar os dados enviados pelas empresas fora do prazo.

O resultado de 2013 é 14,2% inferior ao de 2012, quando foram gerados 1,301 milhão de empregos com carteira assinada, na série com ajuste até novembro.
Em dezembro, 450 mil vagas perdidas

Somente em dezembro do ano passado, a economia brasileira perdeu 449.444 postos com carteira assinada.
O resultado é 9,55% melhor do que o do último mês de 2012, quando houve fechamento de 496,9 mil vagas, sem ajuste.
Governo estima de 1,4 mi a 1,5 mi de vagas em 2014

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, afirmou que a estimativa do governo é de que serão abertos entre 1,4 milhão e 1,5 milhão de empregos formais neste ano.

“Tivemos crescimento do PIB que não foi alto em 2013 e a geração de empregos não pode contrariar esse prognóstico”, explicou o ministro, acrescentando que a previsão de 2014 se dá baseada em investimentos.

http://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2014/01/21/geracao-de-empregos-com-carteira-em-2013-e-a-menor-em-dez-anos.htm

Chery dará preferência para trabalhador demitido da GM

Fonte: Folha por Gabriel Baldocchi

A montadora chinesa Chery vai atender ao chamado do governo federal para absorver os funcionários demitidos da GM em São José dos Campos (SP) no final do ano passado.

A empresa promete dar preferência a ex-trabalhadores da concorrente no processo de contratação que se iniciará por volta de março para sua primeira fábrica brasileira, em Jacareí (SP).

O governo começou a arquitetar a manobra em 2012, quando a GM intensificou as negociações para a dispensa dos trabalhadores. O pedido formal à chinesa foi feito pelo ministro Manoel Dias (Trabalho) no início deste ano após a confirmação das demissões, em dezembro.

Um acordo entre o sindicato local e a GM garantia os empregos até o fim de 2013. A empresa continuou a pagar os trabalhadores mesmo após o fechamento da linha de automóveis, em agosto.

Na última semana do ano passado, a montadora anunciou a demissão dos funcionários em licença. Ao todo, cerca de mil funcionários foram dispensados da unidade do interior paulista em 2013.

Ao mesmo tempo, as obras da fábrica da Chery entraram na fase final e a montadora começará a contratar cerca de 800 funcionários para iniciar suas operações.

“Mão de obra no Brasil é sempre uma preocupação. Para nós, é interessante por ser uma mão de obra qualificada. Serão considerados com preferência”, afirma o vice-presidente da Chery no Brasil, Luís Curi.

Um atraso no cronograma adiou a entrega do início deste ano para o segundo semestre. O intervalo entre as demissões até a fase de contratação é um dos entraves para garantir absorção da mão de obra.

A fábrica começará a funcionar com uma capacidade para produzir 50 mil veículos por ano. No pico, a unidade terá condições de fabricar 150 mil veículos, volume que exigirá cerca de 3.000 trabalhadores.

Economistas aumentam expectativa para taxa de juros e apostam em 10,75%

Fonte: UOL São Paulo com Reuters

Economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) passaram a apostar em mais uma alta na Selic, a taxa básica de juros, de acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20).

Até a semana passada, o mercado dizia acreditar que a Selic fecharia o ano em 10,5%. Nesta semana, as apostas passaram para 10,75%.

Na última quarta-feira (15), o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, aumentou a taxa básica de juros (a Selic) em 0,5 ponto percentual, indo de 10% para 10,5% ao ano.

Em relação a outros indicadores sobre os quais os economistas foram consultados, a projeção para inflação passou de 6% na semana passada para 6,01% nesta semana.

A estimativa de crescimento do PIB foi de 1,99% na semana passada para 2% nesta semana; a expectativa para a taxa de câmbio do dólar foi mantida em R$ 2,45 para o final deste ano.
Expectativa para 2015

Para 2015, a aposta dos economistas é que a Selic chegue a 11,5%, mesma estimativa da semana passada. A estimativa de crescimento do PIB passou de 2,48% para 2,5%.

Para a inflação, a estimativa subiu de 5,5% para 5,6% nesta semana; a taxa de câmbio do dólar deve fechar 2014 em R$ 2,50, segundo os economistas.
Boletim Focus

Toda segunda-feira, o Banco Central (BC) divulga um relatório de mercado conhecido como Boletim Focus, trazendo as apostas dos economistas para os principais indicadores econômicos do país.

Mais de 100 instituições são ouvidas e, excluindo os extremos, o BC calcula uma mediana das perspectivas do crescimento da economia (medido pelo Produto Interno Bruto, o PIB), perspectivas para a inflação e a taxa de câmbio, entre outros.

Mediana apresenta o valor central de uma amostra de dados, desprezando os menores e os maiores valores.